Ontem a lua se (des)fez cheia em meu coração...
"A montanha mágica é, na verdade, o mais completo retrato de uma vida à procura de um sentido que a explique e justifique." Thomas Mann
domingo, 20 de março de 2011
"Everything is connected"*
Maybe Tomorrow - Stereophonics
I've been down and I'm wondering why
These little black clouds keep walking around with me, with me
Waste time and I'd rather be high
Think I'll walk me outside and buy a rainbow smile but be free, they're all free
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home
I look around at a beautifiul life
I've been the upper side of down
been the inside of out but we breathe, we breathe
I wanna a breeze in an open mind
I wanna swim in the ocean
wanna take my time for me, all free
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home
So maybe tomorrow I'll find my way home
*by Rod
sábado, 19 de março de 2011
"Seus achismos e meus apostos"
Às vezes acho, outras deixo de achar.
Que apostos (seus? alheios?) virão (virão?) dos meus achismos?
Sempre que dá vontade de achar, hesito.
"Nem sempre se diz o que se acha. Nem sempre deve-se dizer o que se acha. Nem sempre o que se diz condiz com o que se acha."
Aposta?
Janela
"I waited 'till I saw the sun
I don't know why I didn't come
I left you by the house of fun
I don't know why I didn't come"
Norah Jones, "Don't know why" - Danmark, abril de 2003
quinta-feira, 17 de março de 2011
O Caçador de Pipas
"- Por você, faria isso mil vezes!"
Dezembro de 2001
"EU ME TORNEI O QUE SOU HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando pra trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto."
Khaled Hosseini, The Kite Runner, pág. 9.
terça-feira, 15 de março de 2011
Bon Voyage!
Hoje meu pai vendeu o Voyage. Adquirido em 1982, foi um dos seus primeiros carros (depois dos outros dois Fuscas). Felizmente não se foram junto com ele todas as lembranças boas dos velhos tempos: as estradas de terra do Jequitinhonha; as idas para a escolinha da tia Zeth em Araçuaí; o passeio até a ponte do São Francisco como distração do machucado no rosto; a perseguição do ladrão de passarinhos em Pirapora; as brigas de irmãos para ver quem ficava no meio, entre os bancos; as alegres idas à Cabo Frio; a travessia para Buritizeiro comendo biscoito de polvilho; a jogatina de baralho nas viagens para a fazenda do Tio Olavo; as visitas aos avós maternos em Luz; o "Vão bora com Deus e Nossa Sinhora!" do meu pai ao arrancar o carro; o rádio de sintonizar à mão, que depois só pegava a Antena 1; o calmo levantar da rede de vôlei do pessoal da rua, que fazia sinal pro carro passar; a espera na saída do colégio São Pascoal, que nos levaria ao "balanço de escada" da mangueira lá de casa; as idas e vindas para as festas da adolecência com os amigos do Pio XII; as inúmeras idas na padaria pra comprar sorvete de pote; o abre e fecha da garagem debaixo da marquise; a espera na esquina do TFLA; as idas ao posto de vacinação com os cãezinhos da minha vida; a primeira vez sozinha depois de tirar carteira de motorista; a dificuldade de estacionar o carro na PUC nos últimos anos de faculdade; os passeios pra Uberlândia, Uberaba, Campos Altos, Lagoa da Prata e Córrego D'anta; as idas às aulas de balé, piano, jazz e natação; as cantorias com meu irmão na ida pra ACM fazer o treinamento do Youth Exchange; anos e mais anos levando meu pai pro trabalho no projeto Rondon e minha mãe pra Benvinda de Carvalho; a primeira vez no Shopping Del Rey, logo na inauguração; o leva e traz de materiais de construção que nos rendeu a casa onde moramos; as saídas à noitinha pra levar as "Palmiras" pra casa; o barulho "irreconhecível" do motor e da buzina...
"Bon voyage", carro amigo! Que você continue a trazer muitas alegrias por essas estradas afora!
domingo, 13 de março de 2011
O pianista russo
Denis Kozhukhin, vencedor do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica de 2010.
Recital do dia 11 de março de 2011 no Teatro Dom Silvério: Haydn, Brahms e Liszt.
Quando a música soa doces e perversas lembranças nos seus ouvidos é sinal de que as paixões (re)vivem dupla(dubia)mente no seu coração.
Pedal na chuva
Domingo de céu ranzinza. 7h49. Despertar sem despertador, tamanha a vontade de pedalar! "Acorda Pernaaaa!". Quadro Schiwinn 15, Suspensão Proshock E60R, Rapid fire Shimano Alivio, Freio V-brake, Selim Vélo, Par de Aros Scape Aero Vzan, Raios Inox, Pneus IRC Mhytus e todo o resto em dobro pra dentro do carro! "Tá choviscando!". "Na calçada ou na rua?". "Na rua." Garoa. Cabelos ao vento. "Pedala Pernaaaa!" No cantinho pra desviar das poças d'água. "Bora Perna!" Risadas. Subidinha. Muda a marcha. Lagoa vazia. Alguns aventureiros com e sem guarda-chuva. Um cãozinho sem rumo. "Cavalos!". "Bom dia". "Bom dia!". Passa o parque, passa o zoo. "Uhuuuu!". Mais risadas. A chuva aperta. Marcha-ré. Árvores pequeninas: "Abaixaaaaaa!" Velocidade. Olhares cruzados. Colírio pro lado contrário, de perder o embalo. Piso irregular: "Levanta o bumbum!" Folhas amarelas no chão. Uma sensação gostosa. Velocidade. "Pedalaaaaaa!" Um pássaro faz vôo rasante. Distração: água nos joelhos. Curvas. Chuva que cai de mansinho. Reta final. Olho pra trás: "Boraaaaaaaaaaa Pernaaaaaaaa!". Risadas de tirar o fôlego. Barulho de freio. Feito crianças...
Pampulha, abril de 2010
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